quarta-feira, 27 de maio de 2009

Estratégias de Leitura e Escrita


"Ler romances me parece uma atividade muito normal, mas escrevê-los é algo tão difícil de fazer...Pelo menos é o que penso, até me lembrar como as duas coisas estão firmemente relacionadas (nada de declarações defensivas, apenas alguns comentários).
Primeiramente, porque escrever é praticar, com especial intensidade e atenção, a arte de ler. Você escreve ára ler o que escreveru, ver se está bom, e,é claro, como nunca está, reescrever - uma vez, duas, quantas forem necessárias para que fique algo que você suporte reler".


Este trecho, extraído do texto 'Mergulho num lago gelado", de Susan Sontag, é a minha reflexão final sobre o ler-escrever que discutimos tanto ao longo deste semestre.


Desde o início do ano, Márcia nos pediu para observamos o nosso processo de leitura e escrita, e refletirmos sobre o termo inspiração. Além disso, lemos diversos textos com intuito de pesquisar como tais processos (e a tal da inspiração) aconteciam com autores famosos, como Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, João Ubaldo Ribeiro, etc.


Lemos, pesquisamos, ouvimos depoimentos de colegas, fizemos seminários. E a minha conclusão é a de que, realmente, LEITURA E ESCRITA SÃO PROCESSOS irmãos. Irmãos que podem até brigar, se desentender, mas que estão sempre conectados, nem que seja pelo simples fato de dividirem um mesmo pai ou uma mesma mãe.


A leitura não existe sem a escrita. A escrita não existe sem a leitura. E nenhum dos dois existe sem pelo menos um pouquinho de inspiração - que a partir de agora, depois de tantos embates e em respeito à Márcia e seus incansáveis estudos sobre o tema, chamaremos de potencialidade.

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